O que o racismo silencioso fez com a sua riqueza — e você ainda não percebeu.
- Raquell Menezes
- 2 de ago. de 2025
- 9 min de leitura
(E a verdade sobre como ele programou minha escassez — e eu quebrei o código.)

Respira comigo.
Quando foi que te ensinaram, mesmo que sem palavras,
que você tinha que ser forte o tempo todo?
Quando foi que você entendeu que, pra ser aceita,
precisava se encaixar, baixar o tom, se controlar, sorrir mesmo com raiva?
E o mais cruel:
Quando foi que você começou a achar que o problema era você?
Esse episódio não é sobre estratégias. Nem sobre militância.
É sobre as feridas invisíveis que moldaram nosso corpo, nossa voz,nossa conta bancária.
É sobre a herança de dor que a gente carrega — às vezes sem nem saber —
e como isso afeta a forma como a gente ama, vende, aparece e recebe.
Se preferir ouvir o podcast completo, cheio de detalhes viscerais basta dá o play abaixo …

Eu sou Raquell Menezes — mulher, negra, escritora, sacerdotisa,
ativadora de códigos, campos e consciências há quase 3 décadas.
Mas nem sempre foi assim.
Antes de ser tudo isso…
Eu fui uma menina que se escondeu na escadaria do prédioporque não queria ir pra escola.
Mulher, deixa eu te contar essa história…
Eu tinha 9 anos. Havia saído do último orfanato (horrível) no Rio de Janeiro.
Tinha acabado de me mudar pra Santos.
Morava com minha irmã mais velha, a Gê, porque minha mãe…
Bem, minha mãe não podia me criar.
Essa era minha chance de estudar.
E eu fui matriculada na Escola Dr. Antônio Ablas Filho, lá na Ponta da Praia.
Sabe quantas crianças negras tinham no meu período?
Só eu.
Só. Eu.
As piadinhas começaram cedo.
O cabelo. A pele. O jeito.
A exclusão.
A humilhação disfarçada de brincadeira.
Um dia, eu fugi da escola.
Fiquei sentada na escadaria do prédio até dar o horário.
Não tive coragem de contar pra ninguém o quanto que estava sendo maltratada.
Só queria sumir.
Quando minha irmã descobriu, ela me disse:
“Se você voltar chorando mais uma vez, eu te quebro na porrada.”
Minha irmã é raiz (rsrs).
Na época, doeu.
Mas olhando hoje...
Ela tava tentando me dizer: “Sobrevive. Reage.”
Era a única linguagem que ela conhecia.
Anos depois...
Eu já era adolescente e estudava no período noturno.
Pegava o ônibus (191) todos os dias. Lotado.
Da escola Escolástica Rosa (no canal 6), até o Canal 2 perto da Vila Belmiro. Era um trajeto de cerca de 40 minutos de ônibus.
Um dia, voltando pra casa, cansada depois de um dia de trabalho e mais quatro horas de aula, uns cinco garotos brancos decidiram que seria divertido me humilhar em público.
Me chamaram de tudo.
Macaca, piche, crioula…
Falaram do meu cabelo, dos meus lábios carnudos, do meu corpo.
Me compararam com os Jackson's Five
(que pra mim hoje é uma puta honra).
Riam alto. Às vezes esbarravam em mim de propósito.
O ônibus inteiro ouviu.
Ninguém fez nada.
Apenas olhavam pra mim com aquele olhar de pena…
Eu não tinha mais dinheiro pra descer e pegar outro ônibus.
Então aguentei. Aguentei até não dar mais.
Desci no Gonzaga.
Faltavam 15 minutos de ônibus até minha casa. 30 ou 40 minutos de caminhada.
Fui a pé. Sozinha. À noite. Chorando.
E você? Já sofreu algum tipo de bullying? Seja por cor, sotaque, peso ou orientação sexual? Me conta nos comentários como se sentiu e como lidou com isso.
E esse… foi só um dos episódios.
Teve o olhar assediador do vizinho “pai de família” pedófilo.
O professor de música “de confiança” que passava dos limites, e me fez desistir da música.
O rótulo da “mulata quente”, “mulher negra que aguenta tudo”, “corpo público”.
A sexualização precoce.
A desumanização cotidiana.
E tudo isso…
foi se infiltrando no meu sistema nervoso.
Como vergonha.
Como medo de ser vista.
Como crença de que eu precisava merecer tudo 10 vezes mais.
Por muito tempo…
Foi isso que moldou minha relação com o dinheiro.
Com o merecimento.
Com a fé.
E tem mais: isso não começou em mim.
Vou jogar uma bomba…
Você sabia que, durante os linchamentos raciais nos Estados Unidos — há pouco mais de 60 anos —, corpos de negros foram mortos, queimados… e até consumidos?
Sim.
Há registros de carne humana servida como ritual.
Pele transformada em chicotes, cadeiras, sapatos e até capa de livro.
Dentes em colares. Como troféus.
E isso chegou ao Brasil também.
Os historiadores chamam de Holocausto Negro.
Só que ninguém ensina isso na escola.
Ninguém fala.
Ninguém mostra.
Mas o corpo… o corpo guarda.
Fica no DNA, sabia?
No medo que sentimos de sermos vistas demais.
Desejadas demais.
Pagas demais.
Ricas demais.
Espalhafatosas demais (como eu, rsrs).
A epigenética já comprovou isso. E se você acha que isso não te afeta, porque “não aconteceu com você”…
Eu te convido a sentir com o corpo.
✧ Quantas vezes você sentiu que precisava trabalhar o triplo?
✧ Quantas vezes você se calou pra não ser “inconveniente”?
✧ Quantas vezes você não se achou boa o suficiente,
mesmo já tendo conquistado tanto?
✧ Isso não é seu. Isso é herança.
E se você é branca, mas veio de uma família pobre, que se escondia, que dizia “dinheiro não dá em árvore”
...isso também tá aí.
O sistema não foi feito para pessoas como eu e você vencermos.
E a gente começou a achar que o problema éramos nós.
✧ Você se sabota.
✧ Você cobra menos.
✧ Entrega mais.
✧ Se encolhe antes de pedir.
✧Tenta provar que é grata. Que é digna.
Mesmo quando já tem tudo pra ser livre.
Hoje, eu sou outra.
Hoje, eu comando um templo digital de sucesso.
Sou ativadora vibracional.
E sou paga por ser quem sou.
Mas não pense que foi rápido.
Nem limpo.
Nem bonito o tempo todo.
A mulher que você escuta hoje —
essa que fala com firmeza, que carrega códigos, que ativa milhares…
só existe porque um dia eu quase me esqueci de mim.
Só existe porque um dia eu tive que voltar lá,
onde começou a ferida.
Onde me disseram, sem palavras, que eu era menos.
Onde eu internalizei que precisava “merecer”.
Que precisava lutar, sorrir, suportar.
Mas...
o que acontece quando você para de lutar pra ser aceita…
e começa a se lembrar que você foi sagrada desde o princípio?
O que muda quando você entende que o medo que você sentede cobrar, de aparecer, de ser vista...não é seu?
Que foi programado.
Plantado.
Herdado.
Amor...
Quando eu comecei a olhar pra isso…Tudo mudou.
A fé voltou.
Não a fé no mundo, nem a religiosa.
A fé em mim.
A fé que vê no escuro.
De quem decide continuar mesmo quando não tem garantia.
De quem escolhe amar mesmo quando o mundo não amou de volta.
O merecimento voltou.
Mas não como performance.
Como vibração.
Eu mereço.
Porque eu existo.
Porque eu sou.
E com isso...
A riqueza começou a voltar também.
Não só a financeira.
A riqueza de saber que você é bem-vinda no mundo.
Que você é casa. É lar.
E sabe quando foi que eu percebi isso com mais clareza?
Quando eu morei fora.
Na Europa, meu sistema nervoso começou a relaxar.
Começou a confiar.
Eu entrava em uma loja e ninguém me seguia.
Ninguém me olhava como suspeita.
Eu era só… uma pessoa.
E hoje, morando em Bueno Brandão, MG, eu sinto isso de novo.

Aqui é uma cidade pequena.
Tem aquela coisa:“você é fi de quem? Neta da Cícera, filha do Tonho?”
Mas ninguém faz acepção de pessoas.
Tem humor. Tem simplicidade. Tem clima europeu com calor humano.
E tem espaço pra ser quem se é.
Eu sinto orgulho de morar numa cidade que modula meu sistema nervoso!
E isso importa.
Porque o ambiente é mais forte que a força de vontade.
O ambiente afeta o sistema nervoso.
E o sistema nervoso afeta tudo:
• o dinheiro que você atrai
• os códigos que você acessa
• a frequência que você sustenta
Então, deixa eu te perguntar:
→ Quando foi a última vez que você se sentiu bem-vinda no mundo?
→ Você já viveu episódios que te fizeram se esconder?
→ Você sente que carrega memórias — suas ou da sua linhagem — que ainda moram no corpo?
→ Tem alguma história que você ouviu, algo que te atravessou?
Me conta nos comentários.
Porque isso não é sobre vitimismo.
É sobre libertação.

E foi só quando comecei a olhar pra tudo isso com verdade…
que os códigos começaram a chegar.
Códigos que não vieram de um livro.
Vieram da minha pele.
Do silêncio das mulheres da minha linhagem.
Do grito que eu engoli aos 9 anos.
Da dor que virou som.
Do som que virou símbolo.
E do símbolo… nasceu uma ativação.

A primeira ativação veio como um grito — ou melhor, como um sussurro de quem estava cansada de gritar em silêncio.
Riqueza Ilimitada não nasceu como conteúdo.
Ela nasceu como um campo.
Um campo vibracional que me ensinou a não mais me contentar com migalhas: de afeto, de dinheiro, de reconhecimento.
Que me lembrou — no osso, no útero, no sistema nervoso —
que dinheiro não responde à necessidade.
Ele responde à frequência.
Foi com ela que eu entendi por que meu campo vibrava “só o suficiente”…
Por que num mês eu explodia de vendas — e no outro não sabia como ia pagar um boleto.
Por que meu corpo oscilava entre expansão e medo, feito um tobogã financeiro.
E o que fazer para finalmente sair desse looping.
Essa ativação não me entregou mais um curso.
Ela me guiou por quatro portais vibracionais - 4 módulos vivos, um a um, com práticas somáticas, manuais iniciáticos em pdfs, símbolos vivos e códigos sonoros canalizados para silenciar o barulho interno e reprogramar meu sistema nervoso.
Recebi cada etapa como uma iniciação, e tudo isso está dentro da minha biblioteca viva.
Porque sim: os portais ficam abertos por 12 meses.
E cada vez que eu volto… o campo me devolve ainda mais.
Depois dela, outras ativações nasceram.
Vieram como trilogias, não como lições.
Vieram como codificações para versões minhas que estavam prontas pra sustentar mais.
→ Venda Inevitável, pra você que já cansou de se explicar, de “justificar o valor”, de esconder o seu poder por medo de parecer demais.
→ Fé que Vê no Escuro, pra você que sente que está mudando sozinha, e precisa confiar no invisível — inclusive quando ninguém ao redor entende.
→ Merecimento Inato, pra você que ainda sente desconforto só de imaginar ser elogiada, escolhida, paga. Que trava na hora de receber ajuda ou um pix sem culpa.
→ Sensualidade Irresistível, pra você que está pronta para se priorizar, se saborear, se vestir de alto valor. Porque sabe que uma mulher magnética não corre atrás. Ela atrai.
Atrai oportunidades, bons olhos, bons convites, portas escancaradas, graça e provisão.
Essas ativações não são sobre aprender mais.
São sobre se lembrar de quem você já é — e sustentar essa mulher sem mais concessões, sem mais sabotagens, sem mais desculpas.
Cada uma como um portal que me atravessou primeiro.
Antes de ativar qualquer mulher, elas me ativaram.
Me despiram.
Me colocaram de joelhos diante da minha verdade.
E então… me coroaram.
Foram feitas pra mulheres que sabem que já estudaram demais —mas ainda não conseguiram se apropriar da própria abundância.
Que já foram reconhecidas… mas ainda hesitam em cobrar.
Que já meditaram, já se curaram, já ajudaram outras pessoas —mas ainda carregam uma dor ancestral que não sabem nomear.
Essas ativações não são para te ensinar mais uma técnica.
São para dissolver os véus entre você e quem você sempre foi.
E se o seu corpo estremeceu com alguma parte do que leu até aqui...
pode ser que você também esteja pronta. Pronta pra honrar a menina que você foi. Pronta pra sustentar a mulher que você se tornou. E pronta pra encarnar a versão que está chamando —
aquela que já sente… mas ainda não conseguiu acessar por inteiro.
As ativações estão abertas.
Você pode atravessar um portal…ou mergulhar em todos.
E se quiser partilhar sua história,
me conta nos comentários.
Não pra ser ouvida.
Mas pra ser vista.
Porque você é casa.
E esse templo é teu também.
Com carinho,
Raquell Menezes

E aí minha preciosa, respirou esse código?
Se alguma parte dele te atravessou, te sussurrou ou te lembrou quem você é…
👀 Tô curiosa pra saber como isso reverberou em você...
Se estiver no celular, rola até o fim da página e me conta nos comentários. Sim, ali embaixo. Abre o portal e deixa teu código.
Envia para outra mulher que você ama. Às vezes, o que muda uma linha do tempo inteira… é um código.
Sente que chegou o momento de ancorar uma nova frequência na tua vida?
Escolha a trilogia de ativação que vibra com quem você está pronta para se tornar.
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Te vejo no campo.

Nota Sagrada (porque "disclaimer" é muito 3D, né?) :
Este texto reflete minha experiência pessoal e espiritual. Não substitui aconselhamento psicológico, médico, tecnológico ou financeiro.
Se precisar, procure um profissional de confiança.
Aqui compartilhamos liberdade vibracional, não receita universal.



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