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Por que mulheres inteligentes travam antes do próximo nível

(e por que isso não tem nada a ver com falta de capacidade ou dinheiro)





Quantas vezes você já disse “sim” no coração…, mas deixou o corpo dizer “agora não”?


Antes da decisão.

Antes do investimento.

Antes da mentoria.


Existe um momento silencioso.

Quase invisível.

Às vezes, até para você mesma.


Eu já vivi esse momento muitas vezes.

E depois de mais de 20 anos acompanhando mulheres — líderes, mentoras, terapeutas, empreendedoras, aprendi a reconhecê-lo de longe.


Não porque ele grita, mas porque ele sussurra.


E o que ele sussurra costuma soar mais ou menos assim:


“Vou esperar a próxima turma.”

“Preciso resolver umas coisas antes.”

“Quero terminar esse outro curso primeiro.”

“Não quero entrar sem conseguir me dedicar 100%.”

“Vou pensar com carinho.”

“Vou alinhar internamente.”


Tudo educado.

Tudo racional.

Tudo aparentemente sensato.


Mas a verdade…

A verdade costuma ser outra.


(esse artigo é fruto do podcast Papo de Mentora, aperte o play abaixo para ouvir!).




Quando o medo se veste de prudência


Deixa eu te contar algo sobre mim.


Houve anos em que eu acompanhava pessoas que admirava profundamente.

Lia tudo. Assistia tudo. Estudava cada movimento.


Mas não me aproximava.


Não era falta de dinheiro (às vezes eu tinha, às vezes não).

Não era falta de desejo de crescer (eu queria, muito).


Era algo mais sutil.


Na época, eu chamava de “timing”.

De “não estar pronta”.

De “ainda não ser a hora”.


Hoje eu sei:

não era timing. Era medo de mudar de versão.


Porque entrar num espaço maior não muda só sua agenda.

Muda quem você precisa ser dali em diante.


E é aí que o corpo trava.


Identidade (não é RG, é frequência)


Quando eu falo de identidade, não estou falando de algo abstrato, místico ou distante da vida real.


Estou falando de coisas bem concretas, como:


  • o quanto você se permite ser vista

  • o quanto você cobra sem pedir desculpa

  • como você decide quando algo importa

  • se você age como quem está “tentando” ou como quem sustenta

  • o quanto você ainda se esconde atrás de “estou aprendendo”


Identidade é frequência. É o jeito como você se apresenta no mundo quando ninguém está te aplaudindo.


E mudar de identidade não é confortável.

Porque exige abrir mão de versões que já te protegeram.


O medo real não é investir. É sustentar.


Na época em que eu travava, eu não tinha consciência disso.

Mas hoje vejo com clareza:


Se eu entrasse naquele espaço maior…

eu teria que parar de me esconder.


Parar de:

  • cobrar menos “pra não parecer gananciosa”

  • evitar estrutura porque “espiritualidade não combina com estratégia”

  • dizer que ainda estava me preparando

  • usar humildade como disfarce para medo de aparecer


Eu teria que ocupar espaço.


E isso assustava infinitamente mais do que qualquer valor financeiro.


Porque o dinheiro você paga uma vez.

Mas a nova versão…

essa você tem que sustentar todo dia.


Spoiler: ninguém nunca se sente 100% pronta


Aqui vai uma verdade que foi libertadora pra mim:


ninguém atravessa um limiar se sentindo 100% pronta.


Quem espera segurança absoluta…

fica na casa velha.


E isso me leva a uma história que mudou tudo para mim.




A noite em que Mykonos me deu diarreia (e clareza)



Há quase dez anos, eu estava em Mykonos, Grécia.


Não de férias.

Num evento de Biohacking da Mindvalley Academy.


Eu tinha ido especialmente para assistir o workshop da Marisa Peers e da Lisa Nichols (sim, a Lisa Nichols, do O Segredo).


Seguida há anos. Admirada à distância.


Em certo momento, veio o convite:

mentoria, treinamento, imersão na Califórnia.


O investimento total?

Cerca de duzentos mil reais na época.


Eu tinha o dinheiro.

E mesmo assim… travei.


Pedi 24 horas pra "pensar".


Passei a noite inteira acordada.

Com diarreia nervosa. (Sim, o corpo nunca mente.)


E uma pergunta ecoava:


“Do que você realmente tem medo, Raquell?”


Não era do dinheiro de investimento.

Não era da viagem para os Estados Unidos.

Não era dela.


Era de quem eu teria que ser depois.


Porque se eu fosse…

  • não poderia mais me esconder

  • não poderia mais fingir que “ainda estava construindo”

  • não poderia mais evitar profissionalizar

  • não podia mais usar a cura como muleta

  • não poderia mais adiar ser vista


Eu teria que ocupar o lugar. De verdade.


E isso dói mais do que qualquer boleto.


Eu fui.


Claro que fizemos uma live juntas, né? Assista abaixo.






A casa velha e a casa nova (a metáfora que explica tudo)




Imagine que você mora numa casa velha, num bairro que conhece há anos.


É uma casa velha. Pequena. No verão ela é extremanete insuportável de quente. No inverno ela parece um frigorífico.

Sempre desconfortável.


Mas é sua.

Você conhece cada canto.

Sabe onde range.

Sabe onde vaza.

Cada limite.


Você sabe exatamente o que esperar.


E então surge a oportunidade de se mudar.

Não só de casa — de bairro.


Uma casa maior.

Mais luz.

Confortável.

Outro tipo de gente.

Outro tipo de conversa.


Você pode ir.

Tem condições.

Tem convite.


Mas para isso, precisa:


  • sair do lugar onde todo mundo te conhece de um jeito

  • lidar com olhares novos

  • sustentar outra imagem

  • explicar por que está saindo

  • perder pertencimentos antigos


E aí vem o medo.


Então você adia.

E chama isso de prudência.





O que muda quando você atravessa


Agora vou te contar o que acontece com as mulheres que atravessam esse limiar.


As que decidem. As que entram. As que dizem "sim" — mesmo tremendo.


Elas não se tornam perfeitas.

Elas não eliminam o medo.

Não se tornam imunes à dúvida.


Mas algo muda.


Elas param de negociar com versões pequenas de si mesmas.

Elas deixam de perguntar “será que posso?”e passam a perguntar:


“o que eu preciso para sustentar isso?”

Isso reorganiza tudo:

decisão, dinheiro, visibilidade, liderança.


Porque você entende que o medo nunca foi do investimento.

Foi da pergunta silenciosa:


“eu mereço mesmo ocupar esse lugar?”


Depois da travessia, isso deixa de ser drama.

Vira decisão.




Se você guia outras mulheres, isso é ainda mais delicado


Se você é mentora, terapeuta, líder…

você reconhece esse padrão.


A pessoa pronta.

Mas adiando.


E aqui entra algo essencial:

você não vende. Você ativa.


Ativar não é empurrar.

Não é manipular.

Não é criar urgência falsa.


É espelhar.


Às vezes, espelhar significa dizer:

“eu vejo você, mas você ainda não decidiu.”


E isso exige dignidade.


Porque a forma como você se posiciona na conversa de vendas

é a forma como você lidera depois.


A forma como você vende é a forma como você lidera.





Liderança começa no “não”




Eu aprendi algo importante — e aprendi do jeito mais comum: errando.


Errando ao tentar ser compreensiva demais.

Errando ao tentar facilitar decisões que não eram minhas.

Errando ao confundir sensibilidade com falta de posicionamento.


Porque quando você se perde tentando agradar na venda,

você se perde depois no processo.


Manter presença, clareza e limites não é dureza.

É responsabilidade energética.


Sim, algumas pessoas vão embora.

Mas as que ficam… chegam prontas.


E foi entendendo isso — primeiro na pele, depois no campo — que eu criei o curso de Vendas Magnéticas.


(Não para ensinar técnicas de convencimento, mas para ajudar empreendedoras que se sentem travadas, confusas ou drenadas no marketing a se posicionarem sem se violentar,

a venderem sem implorar,

e a reconhecerem quando não é falta de estratégia…

é falta de decisão.)


Porque vender não é persuadir alguém.

É sustentar quem você é enquanto convida o outro a fazer o mesmo.




Perguntas para quem sente que está no limiar




Se algo em você se moveu ao ler isso, essas perguntas podem te ajudar a nomear o que está vivo. Use seu diário ou caderno:


  • Tem alguém que você admira, mas evita se aproximar? Quem?

  • Qual versão de você mesma você segue adiando?

  • O que mudaria se você decidisse hoje, não “um dia”?


Lembre-se, bochechuda: clareza não vem antes da decisão.

Ela vem depois.



O que fica


A casa nova continua lá.

Sempre esteve.


A pergunta não é se você merece.

É:


Você está disposta a sustentar quem você se torna do outro lado?

Porque quando a resposta é sim…

tudo muda.


E você já sabe disso.


Se a casa antiga ficou pequena,

não precisa atravessar sozinha.


O Desafio Negócio Próspero é o próximo passo.

7 aulas sem custo para destravar sua frequência empreendedora

e atravessar esse limiar com mais clareza.




Com amor,


Raquell Menezes 💜




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Nota Sagrada (porque "disclaimer" é muito 3D, né?) :

Este texto reflete minha experiência pessoal e espiritual. Não substitui aconselhamento psicológico, médico, tecnológico ou financeiro.

Se precisar, procure um profissional de confiança.

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