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Hoje eu convidei minha versão antiga para um drink

A transição de identidade não exige que você rejeite o passado — exige que você o integre





Ela chegou tímida.


Olhou o cardápio.

Depois olhou para mim.


Sorriu daquele jeito que eu conhecia tão bem.


Como quem ainda pede licença para existir.


Sentou.


Ficou alguns segundos em silêncio.


Então perguntou:

— Então... valeu a pena?


Sorri.


— Muito.


Ela respirou aliviada.

Mas logo em seguida fez outra pergunta.


— Você ainda sente medo?


Ri baixinho.


— Todos os dias.


A diferença é que hoje o medo vem comigo.

Não dirige mais a minha vida.


Ela passou o dedo na borda da taça.


Pensativa.


— Eu sempre achei que precisava agradar todo mundo...

Achei que, se alguém ficasse chateado comigo, significava que eu estava errada.


— Eu sei.


Ela abaixou os olhos.


— Também achei que precisava trabalhar o dobro para merecer.


Que descansar era um luxo.

Que cobrar bem afastaria as pessoas.

Que pedir ajuda era sinal de fraqueza.

Que primeiro eu precisava ter certeza...


...para só depois me permitir crescer.


Segurei sua mão.


— Eu sei.

Porque fui você.


Ficamos alguns segundos em silêncio.


Até que ela fez a pergunta que parecia carregar havia muitos anos.


— Você acha que eu atrapalhei você?


Peguei a taça de vinho.

Olhei bem para ela.


— Não.


Você fez exatamente o que sabia fazer.


Você me manteve viva quando sobreviver era a única opção.

Você me ensinou a atravessar dias que eu jurava que não conseguiria suportar.


Mas existe uma diferença enorme entre sobreviver...

... e liderar.


Você me trouxe até aqui.

Agora sou eu quem nos leva daqui para frente.


Ela sorriu pela primeira vez.


Um sorriso leve.

Como quem finalmente podia descansar.


Antes de irmos embora, ela apertou minha mão.


— Então você não quer esquecer de mim?


Balancei a cabeça.

— Nunca.


Porque, se hoje eu consigo ocupar lugares que antes pareciam impossíveis...

é porque você teve coragem de continuar quando tudo dizia para desistir.


Você nunca precisou ser perfeita.


Você fez o que precisava fazer para nos manter vivas. Agora é a minha vez de fazer o que você nunca teve permissão para fazer: expandir.


Ela chorou.

Eu também.


Mas dessa vez...

nenhuma de nós estava se despedindo.


Eu não precisava matar quem eu fui...

para me tornar quem eu vim ser.


Estávamos, finalmente,

caminhando na mesma direção.



Porque um negócio nunca cresce além da identidade que o conduz. E talvez a conversa mais importante da sua empresa não seja com um cliente, um investidor ou uma estratégia..., mas com a mulher que, um dia, acreditou que sobreviver era o máximo que conseguiria fazer.


Te vejo no campo.

Raquell Menezes




Raquell Menezes é pioneira na integração entre energia, identidade e estratégia aplicada aos negócios. Criadora da Metafísica do Dinheiro® e da Metafísica dos Negócios®, acompanha líderes, empreendedoras e intuitivas em transição de identidade há mais de 20 anos.


Se você se reconheceu aqui — existe um próximo passo.

Conheça as formas de trabalharmos juntas:






E aí, bochechuda? O que mais ressoou pra você hoje? Comenta aqui embaixo.

Se estiver no celular, rola até o final da página, ok.


Que tal compartilhar com mais uma mulher que precisa ler isso? A gente se eleva juntas.




Nota Sagrada (porque "disclaimer" é muito 3D, né?) :

Este texto reflete minha experiência pessoal e espiritual. Não substitui aconselhamento psicológico, médico, tecnológico ou financeiro.

Se precisar, procure um profissional de confiança.


Aqui compartilhamos liberdade vibracional, não receita universal.


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